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Uma decisão informada traz melhores resultados. Reunimos os termos mais comuns sobre psicoterapia.
Aceitação — Em psicologia, a aceitação significa aprender a reconhecer os próprios pensamentos e emoções sem os evitar ou lutar contra eles. Não se trata de resignação, mas sim de permitir que essas experiências façam parte da vida, ao mesmo tempo que se escolhe agir de forma coerente com aquilo que é importante para si.
ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso) — Uma abordagem terapêutica contemporânea que ajuda a pessoa a lidar com o sofrimento através da aceitação das suas experiências internas (emoções, pensamentos, memórias) e da clarificação dos seus valores pessoais. O objectivo é aumentar a flexibilidade psicológica e promover uma vida com mais significado, mesmo perante dificuldades.
Adaptação — Processo psicológico que ocorre quando enfrentamos mudanças significativas, sejam elas positivas ou negativas. Envolve aprender novas formas de lidar com situações inesperadas, reorganizar rotinas e encontrar equilíbrio em momentos de transição, como mudança de emprego, nascimento de um filho ou perda de alguém próximo.
Afeto — Refere-se à forma como expressamos e experienciamos emoções. Pode ser transmitido através de palavras, gestos, expressões faciais ou até pelo tom de voz. O afeto é essencial para criar relações próximas e transmitir segurança, empatia e ligação emocional.
Ansiedade — Um estado natural do ser humano que nos prepara para lidar com desafios, mas que, quando se torna demasiado intenso ou constante, pode causar sofrimento. A ansiedade manifesta-se através de preocupação excessiva, pensamentos negativos e sintomas físicos como batimentos acelerados, falta de ar ou tensão muscular. Quando interfere com a vida diária, é importante procurar apoio psicológico.
Avaliação Psicológica — Primeira etapa do acompanhamento, em que o psicólogo recolhe informação através de entrevista e, quando necessário, de questionários ou testes estandardizados. Esta avaliação ajuda a compreender melhor a situação do paciente, identificar padrões de funcionamento e delinear um plano de intervenção adaptado às suas necessidades.
Bem-Estar Psicológico — Mais do que a ausência de doença, o bem-estar refere-se a sentir equilíbrio, satisfação e sentido na vida. Implica conseguir lidar com desafios, manter relações saudáveis e experimentar emoções positivas. É um estado dinâmico, que pode ser trabalhado e fortalecido com acompanhamento adequado.
Burnout — Síndrome associada ao stress laboral prolongado. Caracteriza-se por exaustão física e emocional, sensação de distanciamento em relação ao trabalho e perda de eficácia. Pessoas em burnout descrevem-se muitas vezes como “sem energia” e “em piloto automático”. O apoio psicológico é fundamental para recuperar motivação, restabelecer limites e encontrar novas formas de lidar com as exigências profissionais.
Coping — Termo que descreve as estratégias que cada pessoa usa para enfrentar situações de stress ou adversidade. Algumas estratégias são adaptativas, como pedir apoio ou praticar exercício físico; outras podem ser prejudiciais, como recorrer ao álcool ou ao isolamento. Trabalhar o coping em terapia significa aprender novas formas de reagir ao stress de maneira mais saudável.
Cognitivo — Relaciona-se com os processos de pensamento, memória, atenção e raciocínio. Em psicologia, compreender o funcionamento cognitivo de uma pessoa é essencial para perceber como interpreta o mundo, quais os seus padrões de pensamento e de que forma estes influenciam as suas emoções e comportamentos.
Comportamento — Diz respeito a todas as acções observáveis de uma pessoa, desde as mais simples, como falar ou andar, até padrões mais complexos, como rotinas ou hábitos. A terapia muitas vezes foca-se em ajudar a pessoa a identificar comportamentos automáticos que lhe trazem dificuldades e substituí-los por respostas mais ajustadas.
Compulsão — Ato repetitivo realizado para reduzir ansiedade ou desconforto, muitas vezes sem trazer verdadeiro alívio. As compulsões estão frequentemente associadas a obsessões (pensamentos intrusivos e indesejados), como no caso da Perturbação Obsessivo-Compulsiva. O apoio psicológico ajuda a quebrar este ciclo, oferecendo estratégias mais saudáveis de lidar com a ansiedade.
Confidencialidade — Um dos pilares da psicologia. Significa que tudo o que é partilhado em sessão permanece protegido e não pode ser divulgado sem consentimento do paciente, salvo em situações de risco para a sua vida ou para a vida de terceiros. A confidencialidade é fundamental para criar um espaço de confiança e segurança onde a pessoa possa falar livremente.
Crenças Disfuncionais — Ideias ou convicções rígidas que influenciam negativamente a forma como a pessoa interpreta a realidade. Exemplos comuns incluem “tenho de agradar sempre a todos” ou “não sou capaz de fazer nada bem”. Estas crenças tendem a gerar ansiedade, baixa autoestima e autoexigência excessiva. Em terapia, são identificadas, questionadas e substituídas por perspetivas mais equilibradas e realistas.
Defesas Psicológicas — São mecanismos automáticos que a mente utiliza para lidar com emoções ou situações dolorosas. Podem ajudar temporariamente a reduzir o sofrimento (como evitar pensar num problema), mas, quando usados em excesso, dificultam o contacto com a realidade e a resolução de dificuldades.
Dependência Emocional — Quando a pessoa sente que só consegue estar bem se tiver aprovação ou presença constante de outra. Pode gerar relações desequilibradas e sofrimento, porque o bem-estar passa a depender exclusivamente de terceiros. A terapia ajuda a desenvolver autonomia emocional e autoestima.
Depressão — Mais do que tristeza passageira, é uma perturbação que afeta humor, motivação, energia e até o corpo. A pessoa sente-se em baixo de forma persistente, perde interesse nas atividades, tem alterações de sono e de apetite, podendo sentir falta de esperança. Com acompanhamento psicológico, é possível aprender a gerir estes sintomas e recuperar qualidade de vida.
Diagnóstico Psicológico — Processo pelo qual o psicólogo identifica, com base em critérios científicos, se os sintomas da pessoa correspondem a uma perturbação psicológica. Este diagnóstico ajuda a orientar a intervenção, mas nunca define a totalidade da identidade do paciente.
Dissociação — Resposta automática a situações de grande stress ou trauma, em que a pessoa se sente desligada da realidade, como se estivesse a observar a si própria “de fora”. Pode ser breve e inofensiva (como “desligar” durante uma aula aborrecida), mas também pode ser um sinal de trauma profundo.
Emoções — São respostas naturais do ser humano a acontecimentos internos ou externos. Alegria, tristeza, medo e raiva são algumas das emoções universais. Todas têm uma função importante: sinalizam necessidades e ajudam-nos a reagir. O problema surge quando são muito intensas ou difíceis de regular, tornando-se fonte de sofrimento.
Empatia — Capacidade de compreender e sentir o que o outro está a viver, colocando-se no seu lugar sem julgamento. É uma competência central da relação terapêutica, porque cria um espaço seguro e de aceitação onde o paciente pode partilhar sem medo.
Ensaio Mental — Estratégia cognitiva em que a pessoa antecipa situações e imagina possíveis respostas. Pode ser útil para se preparar para desafios (como falar em público), mas também pode gerar ansiedade se for usado de forma repetitiva e negativa.
Esquemas Cognitivos — Estruturas mentais profundas que moldam a forma como interpretamos o mundo. São como “óculos invisíveis” através dos quais vemos as situações. Podem ser positivos (p. ex., “sou capaz de aprender com os erros”) ou disfuncionais (p. ex., “não sou digno de ser amado”).
Estresse / Stress — Resposta natural do corpo a situações exigentes. Em pequenas doses, pode motivar e preparar para agir. Mas, quando prolongado ou intenso, afeta sono, concentração, humor e saúde física. A psicoterapia ajuda a desenvolver estratégias de gestão mais eficazes.
Exposição (terapêutica) — Técnica utilizada, por exemplo, na TCC, em que a pessoa é encorajada a enfrentar gradualmente situações que evitava por medo ou ansiedade. Feita de forma controlada e com apoio, ajuda a reduzir sintomas e a recuperar autonomia.
Fobia — Medo intenso e desproporcionado perante um objeto, situação ou animal (como aranhas, alturas, voar de avião). A pessoa reconhece que o medo é exagerado, mas não consegue evitá-lo. A exposição gradual, guiada em terapia, costuma ser muito eficaz.
Fobia Social (Ansiedade Social) — Medo persistente de ser avaliado negativamente em situações sociais ou de desempenho (como falar em público). Muitas pessoas com esta dificuldade evitam interações, o que reforça a ansiedade. O acompanhamento psicológico ajuda a quebrar este ciclo.
Flexibilidade Psicológica — Capacidade de se adaptar a diferentes situações, aceitar experiências internas difíceis e continuar a agir de acordo com os próprios valores. É um dos principais objetivos de terapias modernas como a ACT.
Flashbacks — Experiências vívidas em que a pessoa sente que está a reviver um acontecimento traumático, como se estivesse a acontecer novamente. São comuns em Perturbação de Stress Pós-Traumático. A terapia, como o EMDR, ajuda a integrar estas memórias para reduzir o impacto.
Fracasso Aprendido — Crença adquirida de que não vale a pena tentar, porque “vai correr mal de qualquer forma”. Surge muitas vezes após experiências repetidas de insucesso. A psicoterapia ajuda a reconstruir a autoconfiança e a recuperar a motivação.
Função Executiva — Conjunto de capacidades cognitivas como planear, tomar decisões, manter atenção e controlar impulsos. São fundamentais para gerir a vida diária e estão frequentemente afetadas em perturbações como TDAH e depressão.
Gatilho Emocional — Situação, palavra, imagem ou memória que desperta uma resposta emocional intensa, muitas vezes ligada a experiências passadas. Pode provocar ansiedade, tristeza ou raiva de forma aparentemente “repentina”. Reconhecer os gatilhos é essencial para aprender a lidar com eles em terapia.
Gestão da Raiva — Conjunto de estratégias que ajudam a identificar sinais de irritação e responder de forma mais equilibrada, sem explosões nem repressão excessiva. A terapia apoia a transformar a raiva em energia construtiva.
Grupos de Apoio — Espaços partilhados entre pessoas que enfrentam desafios semelhantes (como luto, dependências ou doenças crónicas). Proporcionam partilha, validação e encorajamento, funcionando como complemento ao acompanhamento individual.
Hipervigilância — Estado de alerta constante, comum em pessoas que passaram por trauma. A pessoa sente que “nunca pode baixar a guarda”, estando sempre atenta a possíveis ameaças. Embora seja uma resposta de autoproteção, torna-se desgastante e interfere no descanso e nas relações.
História de Vida — Em psicologia, refere-se ao conjunto de experiências que moldam a identidade e os padrões emocionais da pessoa. Explorar a história de vida em terapia ajuda a compreender de onde vêm certas dificuldades e a encontrar novas formas de se relacionar com elas.
Humor — Estado emocional predominante que influencia a forma como a pessoa percebe o mundo. Pode variar entre positivo (bem-estar, energia) e negativo (tristeza, desânimo). Alterações persistentes no humor podem indicar perturbações que merecem acompanhamento.
Impulsividade — Tendência para agir rapidamente sem avaliar consequências. Pode manifestar-se em compras por impulso, explosões de raiva ou consumo de substâncias. Em terapia, trabalha-se a autoconsciência e o autocontrolo.
Inconsciente — Conjunto de pensamentos, memórias e desejos que não estão acessíveis de forma imediata, mas que influenciam comportamentos e emoções. Abordagens como a psicodinâmica dão especial atenção ao papel do inconsciente na vida psíquica.
Insónia — Dificuldade persistente em adormecer, manter o sono ou acordar demasiado cedo. Afeta energia, humor e concentração. A psicoterapia, especialmente a TCC adaptada ao sono, tem elevada eficácia no tratamento da insónia crónica.
Inteligência Emocional — Capacidade de reconhecer, compreender e gerir as próprias emoções, bem como perceber as dos outros. Está ligada a relacionamentos mais saudáveis e a maior resiliência ao stress.
Intervenção Psicológica — Processo estruturado em que o psicólogo utiliza técnicas validadas para apoiar o paciente na compreensão das suas dificuldades, no desenvolvimento de competências e na promoção do bem-estar.
Isolamento Social — Situação em que a pessoa se afasta de relações interpessoais, seja por escolha ou circunstância. Embora por vezes proporcione descanso, quando prolongado pode gerar solidão, depressão e perda de motivação. A terapia ajuda a recuperar confiança e reintegração gradual.
Julgamento Interno — Tendência de avaliar a si próprio de forma crítica e negativa. Frases como “nunca faço nada bem” ou “não sou suficiente” são exemplos comuns. Um excesso de julgamento interno está associado à baixa autoestima e à depressão. Em terapia, trabalha-se a autocompaixão e a reformulação destes pensamentos.
Julgamento dos Outros — Medo de ser avaliado negativamente por familiares, colegas ou desconhecidos. Este receio pode gerar ansiedade social e levar à evitação de situações do quotidiano, como falar em público ou participar em reuniões.
Luto — Processo natural que ocorre após a perda de alguém significativo. Envolve dor emocional, saudade, mudanças no dia-a-dia e necessidade de adaptação. O luto é pessoal e não segue um “prazo fixo”. Quando a dor permanece intensa por muito tempo e impede a vida de continuar, fala-se em luto complicado, que pode beneficiar de acompanhamento psicológico.
Luto Antecipado — Tristeza e sofrimento que surgem antes da perda acontecer, como no caso de uma doença terminal de um familiar. Este processo pode preparar a pessoa, mas também provocar desgaste emocional prolongado.
Libido — Termo usado para descrever a energia ou desejo sexual. Alterações na libido podem estar relacionadas com fatores físicos, emocionais ou relacionais. A psicoterapia ajuda a compreender essas mudanças e a lidar com elas de forma saudável.
Linguagem Corporal — Forma de comunicação não verbal expressa por gestos, postura, contacto visual ou expressões faciais. Em terapia, observar a linguagem corporal ajuda a compreender estados emocionais que nem sempre são expressos em palavras.
Limites Pessoais — Fronteiras que definem até onde cada pessoa se sente confortável em relação ao que aceita dos outros. Dizer “não” quando necessário e defender o espaço pessoal são formas de estabelecer limites saudáveis, fundamentais para relações equilibradas.
Logoterapia — Abordagem psicoterapêutica desenvolvida por Viktor Frankl, centrada na busca de sentido para a vida como motor fundamental para o bem-estar, mesmo em situações de grande sofrimento.
Medo — Emoção básica que tem a função de proteger, preparando o corpo para reagir a uma ameaça. Quando é desproporcionado ou aparece sem motivo real, pode transformar-se em ansiedade ou fobia, limitando a vida diária.
Memória Traumática — Recordação de um acontecimento doloroso que permanece muito vívida, com imagens, sensações ou emoções intensas. Muitas vezes, é reativada por gatilhos, como sons ou cheiros, e pode provocar flashbacks.
Mindfulness — Prática que consiste em prestar atenção plena ao momento presente, de forma intencional e sem julgamento. É usada em várias abordagens terapêuticas para reduzir o stress, melhorar a regulação emocional e aumentar o bem-estar.
Motivação — Força interna que leva a agir em direção a objetivos. Pode ser intrínseca (quando vem de dentro, como aprender por prazer) ou extrínseca (motivada por recompensas externas). Dificuldades na motivação são comuns em depressão e burnout.
Neuroplasticidade — Capacidade do cérebro de se adaptar e reorganizar, criando novas ligações neuronais. Este processo mostra que é possível aprender, mudar hábitos e recuperar funções mesmo após situações difíceis.
Negação — Mecanismo de defesa em que a pessoa recusa aceitar uma realidade dolorosa. Embora possa ser útil a curto prazo, quando prolongado impede o processamento saudável de acontecimentos importantes.
Neurose — Termo histórico, pouco usado hoje em dia, que se referia a perturbações emocionais caracterizadas por ansiedade, medos ou obsessões, mas sem perda de contacto com a realidade.
Obsessões — Pensamentos, imagens ou impulsos repetitivos e indesejados que provocam ansiedade. São comuns na Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC) e levam muitas vezes à realização de compulsões.
Orientação Psicológica — Apoio de curta duração, mais focado em questões concretas, como tomada de decisões, gestão de stress ou adaptação a mudanças. Diferente da psicoterapia, que tende a ser mais aprofundada e prolongada.
Overthinking (Pensar Demasiado) — Tendência para analisar em excesso situações passadas ou futuras. Embora seja natural refletir, o pensamento excessivo pode aumentar a ansiedade, dificultar o descanso e impedir a tomada de decisões.
Pânico (Ataque de Pânico) — Episódio súbito de medo intenso, acompanhado de sintomas físicos como palpitações, falta de ar, tonturas ou sensação de perda de controlo. Embora sejam assustadores, os ataques de pânico não representam perigo real. A terapia ajuda a compreender, reduzir e prevenir estas crises.
Perfeccionismo — Tendência de estabelecer padrões muito elevados para si próprio, acompanhada de autocrítica constante. Embora possa motivar bons resultados, em excesso conduz a ansiedade, procrastinação e sentimento de fracasso.
Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG) — Ansiedade persistente e difícil de controlar sobre várias áreas da vida, como trabalho, saúde ou família. Caracteriza-se por preocupação constante e sintomas físicos de tensão.
Perturbação Bipolar — Condição de saúde mental que envolve alterações de humor marcadas, variando entre episódios de depressão e fases de mania ou hipomania. A psicoterapia foca-se no apoio, psicoeducação e estratégias de regulação emocional.
Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC) — Caracteriza-se por obsessões (pensamentos intrusivos e angustiantes) e compulsões (comportamentos repetitivos para aliviar a ansiedade). Com tratamento adequado, é possível reduzir muito o impacto destes sintomas.
Perturbação de Stress Pós-Traumático (PTSD) — Surge após experiências traumáticas, com flashbacks, pesadelos, hipervigilância e evitamento de situações relacionadas com o trauma. A terapia especializada (como EMDR ou TCC focada em trauma) é altamente eficaz.
Psicoterapia — Processo terapêutico em que psicólogo e paciente trabalham juntos para compreender dificuldades, desenvolver estratégias e promover bem-estar. A psicoterapia baseia-se em evidência científica e é adaptada a cada pessoa.
Psicanálise — Abordagem terapêutica clássica criada por Freud, que explora o inconsciente, a infância e os padrões relacionais para compreender sintomas e conflitos emocionais.
Psicoeducação — Estratégia em que o psicólogo fornece informação clara sobre a perturbação, sintomas e estratégias de tratamento. Saber mais sobre o que se está a viver ajuda a reduzir medo e aumenta o sentimento de controlo.
Qualidade de Vida — Percepção global de bem-estar físico, emocional, social e profissional. Não significa ausência total de dificuldades, mas sim a capacidade de viver de forma satisfatória, apesar delas.
Quotidiano — O conjunto de rotinas e hábitos diários. Em psicologia, observa-se como o quotidiano da pessoa (trabalho, sono, alimentação, relações) influencia diretamente o seu equilíbrio emocional.
Recaída — Retorno de sintomas após uma fase de melhoria. É comum em depressão, ansiedade e dependências. Em terapia, aprende-se a reconhecer sinais de alerta e a agir preventivamente para evitar recaídas prolongadas.
Regulação Emocional — Capacidade de identificar, compreender e gerir emoções de forma saudável. Inclui estratégias para acalmar a ansiedade, lidar com a tristeza ou expressar a raiva de maneira equilibrada.
Resiliência — Habilidade de recuperar após situações difíceis ou traumáticas. Não significa ausência de dor, mas sim a capacidade de seguir em frente e adaptar-se, transformando desafios em oportunidades de crescimento.
Ruminação — Pensamento repetitivo e negativo sobre acontecimentos passados ou preocupações futuras. É como “ficar preso” a uma ideia, o que aumenta o sofrimento e dificulta a concentração no presente.
Saúde Mental — Estado de equilíbrio emocional, cognitivo e social que permite lidar com os desafios da vida, trabalhar de forma produtiva e contribuir para a comunidade. Cuidar da saúde mental é tão essencial como cuidar da saúde física.
Self — Termo usado em psicologia para designar a percepção que cada pessoa tem de si própria: quem é, quais os seus valores, capacidades e limites. Um self saudável traduz-se em autoestima equilibrada e maior clareza nas decisões.
Sintomas Psicológicos — Manifestações de sofrimento emocional ou mental, como tristeza persistente, insónia, ansiedade ou irritabilidade. Não são sinais de fraqueza, mas sim indicadores de que algo precisa de atenção e cuidado.
Sobrecarga do Cuidador — Situação em que uma pessoa responsável por cuidar de alguém dependente (idoso, doente ou criança com necessidades especiais) desenvolve fadiga, ansiedade ou depressão devido ao esforço contínuo. A psicoterapia pode ajudar a prevenir o esgotamento.
Stress Crónico — Quando o stress, em vez de passageiro, se mantém ao longo do tempo. Pode provocar cansaço extremo, alterações de humor, problemas físicos (como tensão arterial elevada) e dificuldades de concentração.
Suporte Social — Rede de pessoas (família, amigos, colegas) em quem podemos confiar em momentos de necessidade. É um fator protetor fundamental contra ansiedade, depressão e burnout.
TDAH (Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade) — Condição neuropsicológica caracterizada por desatenção, impulsividade e, em alguns casos, hiperatividade. Acompanha muitas vezes a vida adulta e pode afetar o desempenho académico e profissional.
Terapia — Processo de acompanhamento conduzido por um psicólogo ou outro profissional de saúde mental, que utiliza métodos científicos para ajudar o paciente a compreender-se melhor e a lidar com os seus desafios.
Terapia de Grupo — Modalidade em que várias pessoas participam juntas numa sessão, mediada por um psicólogo. Permite partilha de experiências, apoio mútuo e desenvolvimento de competências sociais.
Terapia de Casal — Focada em ajudar parceiros a compreenderem os padrões da relação, melhorar a comunicação e fortalecer a ligação emocional.
Trauma — Consequência psicológica de experiências dolorosas ou ameaçadoras que deixam marcas duradouras na forma como a pessoa sente e age. Pode resultar de acidentes, violência, perdas ou desastres naturais.
Tristeza — Emoção natural que surge perante situações de perda, frustração ou mudança. Quando se prolonga de forma intensa e persistente, pode indicar depressão.
Ultrapassagem de Dificuldades — Processo de desenvolver competências e estratégias para enfrentar desafios emocionais, profissionais ou relacionais. Pode incluir pedir ajuda, reorganizar prioridades e aprender novas formas de lidar com a vida.
Unidade de Cuidados de Saúde Mental — Estrutura do sistema de saúde que presta acompanhamento especializado a pessoas com perturbações psicológicas ou psiquiátricas, de forma individual ou em grupo.
Urgência Emocional — Situação em que a pessoa sente que já não consegue gerir sozinha os seus sintomas e precisa de apoio imediato. Reconhecer este momento é um passo importante para procurar ajuda.
Validação Emocional — Reconhecimento e aceitação das emoções de uma pessoa, sem julgamento. É fundamental em terapia e nas relações, porque transmite a mensagem de que “o que sente faz sentido”.
Valores Pessoais — Princípios que orientam escolhas e comportamentos, como família, liberdade, honestidade ou realização profissional. Na terapia, clarificar valores ajuda a viver de forma mais coerente e satisfatória.
Vulnerabilidade — Estado de abertura em que a pessoa se permite reconhecer as próprias fragilidades. Embora possa parecer sinal de fraqueza, a vulnerabilidade é essencial para a autenticidade e para criar relações próximas e genuínas.
Well-being (Bem-Estar) — Termo em inglês frequentemente utilizado em psicologia para designar o equilíbrio entre saúde física, emocional e social.
Workshop Psicoeducativo — Sessão em grupo conduzida por um psicólogo para transmitir conhecimentos práticos sobre temas como gestão de stress, ansiedade ou autoestima.
Xenofobia (impacto psicológico da) — Medo ou hostilidade em relação a pessoas de outros países ou culturas. Quem é alvo de xenofobia pode desenvolver ansiedade, depressão ou stress pós-traumático, sendo importante o apoio psicológico.
Yoga e Psicologia — Embora não seja uma terapia em si, o yoga é frequentemente integrado em programas de intervenção psicológica, devido ao seu efeito positivo na regulação da ansiedade, na atenção plena e na conexão corpo-mente.
Zelo Exagerado — Dedicação excessiva a uma tarefa ou pessoa, muitas vezes em detrimento do próprio bem-estar. Pode estar associado a perfeccionismo, ansiedade ou relações de dependência.
Zona de Conforto — Conjunto de rotinas ou comportamentos familiares onde a pessoa se sente segura, mas que, quando mantidos rigidamente, podem impedir crescimento pessoal. Em terapia, incentiva-se o equilíbrio entre segurança e exploração de novas experiências.
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